As últimas coisas

Olá, olá! Primeiramente: vocês notaram no novo layout? Eu estou completamente apaixonada por ele! Adivinhem quem tem internet em casa novamente? Isso mesmo, euzinha. Depois de alguns meses lutando com a NET pra conseguir um ponto instalado lá em casa, finalmente todas as preces foram atendidas e agora temos a tão querida internet em nossa residência. O bom também é que estou de férias e podendo colocar em prática grande parte das minhas organizações e planos, um deles é retomar o movimento aqui no blog que andou meio abandonadinho nos últimos tempos! 

Decidi fazer esse post para dar aquela atualizada sobre as coisas que estão rolando na minha vida, vai ser mais ou menos como o taking stock, só que um tanto mais completo. Pretendo fazer ele de vez em quando para dar um update e indicar umas coisinhas aleatórias aqui para vocês, haha. Então, sem mais delongas...

LENDO

Confesso que não tive muito tempo para ler entre o fim do semestre e minha viagem, finalmente, depois de tanta enrolação, terminei Os 13 Porquês e é provável que eu resenhe aqui para o blog logo menos. Porém, as minhas verdadeiras aquisições no quesito livro foram dois livros que não são exatamente leitura... Pois é, comprei o livro de pintar O Feitiço do Tempo da Daria Song e um de anotações da mesma criadora do Destrua Este Diário. 


Bom, eu tinha um pequeno preconceito com livros de pintar, não sei exatamente o motivo, mas tinha. Porém, todo e qualquer preconceito que eu pudesse ter foi embora quando comecei a pintar. Sério, pensei que não ia ter paciência pra fazer metade, mas é tão relaxante, tão tranquilizante, de verdade. Além das ilustrações serem belíssimas e trazerem uma mensagem bem bonita e nostálgica sobre a infância. O segundo eu comprei para ver se me inspirava, o que é mesmo o objetivo dos livros de Keri Smith, e não foi diferente. Até agora estou usando o caderninho para absolutamente tudo, escrever coisas aleatórias sobre o meu dia, fazer listas (o que eu sou meio viciada em fazer), anotar qualquer coisa e está me rendendo um bom espaço criativo.


OUVINDO

Com o acesso limitado a internet eu quase não conseguia me atualizar dos lançamentos musicais. Recentemente também tive que migrar da Apple Music, que amava, para o Spotify por motivos de ser mais acessível financeiramente mesmo e ainda estou tentando me adaptar. Mas pelo menos eu FINALMENTE consegui ouvir o novo álbum dos Drowners que saiu em junho, só tinha ouvido duas músicas e estava louca para conseguir ouvir tudo. E, nossa, não podia ter feito melhor. A banda conseguiu manter o estilo meio rock de garagem e ao mesmo tempo evoluir bastante, eu achei sensacional e ainda não consegui parar de ouvir.



ASSISTINDO

Eu tive certeza absoluta de que quando eu finalmente tivesse internet colocaria as minhas séries em dia. Eu fiz isso? Claro que não, na verdade, comecei algumas novas e reassisti outras! Para não dizer que sou totalmente negligente com as minhas séries, assisti mega rápido a quarta temporada de Orange Is The New Black  (muito sofrimento envolvido, inclusive) e estou atualizadíssima em Scream. De resto, bom... Eu preciso dar um jeitinho antes das férias acabarem. Então, vou indicar aqui uma série que comecei na Netflix recentemente depois de muitos amigos me indicarem: Master of None. É exatamente o estilo de humor que eu adoro, cheio de referências e sacadas boas.


A série acompanha a vida, nos âmbitos pessoal e profissional, de Dev (Aziz Ansari), um ator de 30 anos de Nova York que tem problemas para decidir o que quer comer, mas não para decidir qual caminho quer seguir para o resto de sua vida. Ambiciosa, divertida, cinematográfica e intensamente pessoal, a história de Dev o leva a mergulhar em diversos temas, desde direito dos idosos à rotina dos imigrantes em um país estrangeiro.

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Yay! Deixem aí nos comentários o que vocês vem assistindo, lendo e ouvindo por aí! E o que acharam do novo layout? 


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CULTURA DO ESTUPRO NÃO É "MIMIMI"


Você já ouviu falar na cultura da estupro? Ou melhor, você sabe o que significa o termo? Surpreendentemente, para mim, descobri recentemente que, mesmo com o atual cenário na mídia em que estupros coletivos e abusos contra a mulher vêm vindo bastante à tona ultimamente (inclusive partindo de celebridades), as pessoas ainda não parecem ter entendido muito bem o significado. Ou pior, algumas entenderam tudo errado mesmo. Frases como “claro que ninguém está de acordo com o estupro” ou “ninguém cultua e aplaude estuprador” são os exemplos claros de que a informação ainda não chegou para todo mundo.

Em um resumo: a cultura do estupro não é o ato de concordar com um estupro em si, mas banalizá-lo. Coisas como investigar o passado da vítima (como se ela fosse culpada de qualquer coisa) e tentar passar panos quentes na situação do próprio estuprador. Ensinar garotas a se protegerem para não serem estupradas, em vez de ensinar os garotos a não estuprarem. Essas são apenas algumas das coisas que caracterizam a cultura do estupro. Não, ninguém está aplaudindo estupradores, até porque, o que está acontecendo é exatamente e dificuldade em reconhecê-los.

E a cultura do estupro não diz respeito apenas ao ato do sexo não consentido, ela engloba todos os outros tipos de abuso também. Abuso é abuso, no momento em que uma mulher é agredida e desrespeitada, é abuso. Não existem meias-palavras, não existe “era só brincadeira”, “ele não sabia o que estava fazendo”, ou até mesmo “ah, mas ela estava pedindo, olha o tamanho dessa saia”. Existe abuso. Abuso, seja ele físico ou verbal, caracteriza violência e devemos começar a tratá-lo dessa forma.

O abusador pode ser qualquer um, desde o desconhecido que vai te abordar na rua, até as pessoas dentro da sua própria casa. Quantos “homens de bem” ainda insistem em justificar abuso como “instinto masculino” ou “brincadeira de moleque”? Homens honestos, sem ficha criminal e sem qualquer rastro de psicopatologia, apenas princípios distorcidos e retrógrados. Você não precisa ser um psicopata, um bandido ou um marginal para ser um abusador. Até mesmo o ato de disseminar fotos ou vídeos íntimos ou assistir um abuso calado já gera uma responsabilidade imensa. E é importantíssimo não ignorar que homens também podem ser vítimas de abuso, embora o número de casos com mulheres seja maioria esmagadora.

Infelizmente, nós ainda vivemos em uma sociedade machista e a luta não vai acabar tão cedo, mas ela está acontecendo e progredindo em seu próprio ritmo. Isso tudo pode parecer óbvio para muita gente, mas percebi que existe um número incrível de pessoas que não faz a menor ideia do que está acontecendo. Então, antes de virar o mais novo colunista de ódio no Facebook ou sair fazendo comentários desrespeitosos por aí, busque por informação, busque entender e, se você não concordar, então critique racional e respeitosamente. Afinal de contas, embora muitos ainda achem que essa é apenas uma causa feminista, o respeito ainda é universal.

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Tentei ser o mais sucinta e objetiva possível, sem muitos floreios para não perder o foco. Mas, para quem quiser enriquecer mais o conhecimento, aqui estão alguns links dos meus artigos favoritos a respeito:




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Inspiração de decoração: caixotes de feira!

Olá, olá, meus caros obstreladores! Como vão vocês do lado daí? Eu vou muito bem, atolada de responsabilidades, mas conseguindo lidar com quase tudo. Bom, faz um tempinho que não dou as caras por aqui, como devem ter percebido, as postagens no blog não estão saindo com a frequência com qual eu gostaria, infelizmente. 

Bom, hoje vamos falar sobre algo que não costumo falar muito por aqui, apesar de gostar bastante: decoração! Eu sou mega inconstante em relação ao meu quarto, vivo reorganizando os móveis, adicionando e tirando coisas da decoração e sempre inovando. Porém, dessa vez decidi fazer uma mudança um tanto quanto radical. Quando moramos há muito tempo em um lugar, acabamos acumulando muitas coisas, coisas que acreditamos ser úteis, mas que acabam esquecidas no fundo de uma gaveta. Desde o início do ano eu estou, aos poucos, fazendo uma limpa em alguns armários e agora estou fazendo isso com ainda mais empenho. O plano é realmente mudar tudo, trocar os móveis, trocar a paleta de cores e deixar uma coisa mais clean, até porque meu quarto é bem pequeno.

Rodando pelo mundo do Pinterest, meu pequeno e nem tão secreto vício, fui buscando por inspiração, influências de vários estilos e, acima de tudo, maneiras baratas de decorar. Foi assim que dei de cara com essa ideia incrível que é reciclar aqueles caixotes de feira e torná-los verdadeiros símbolos de elegância na sua decoração, além de serem úteis e originais. Então, trouxe uma seleção de fotos que me ajudaram a decidir como eu faria a minha decoração, esperando que vocês possam se sentir tão inspirados quanto eu para dar uma renovada nos ares por aí:
















E então, o que acharam? Já conheciam essa ideia? Se sentiram inspirados ou têm alguma sugestão para me inspirar na reforminha, haha? E o que acharam desse tipo de post?

Espero que tenham gostado e eu fico por aqui, deixem aí embaixo seus comentários. Até o próximo post, xoxo.


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12 fotografias


Olá, olá! Eu sei, eu sei, eu andei sumida e já adiantarei minhas desculpas, mas a rotina de provas e trabalhos da faculdade anda me matando e somado a isso tem o fato de eu estar sem internet em casa, o que dificulta muito para postar, é péssimo ter que ficar dependendo da internet alheia para manter o blog, mas a previsão é que até o fim desse mês a internet não seja mais um problema.

Bom, hoje eu vim postar essa tag mega atrasada. Lembram da #12Meses12Coisas? Vocês não achavam que eu ia perder o mês de abril, né? O tema desse mês é: 12 fotografias. Podiam ser 12 fotografias tiradas por mim, protagonizadas por mim ou quaisquer umas que eu gostasse, então trouxe um pouco de cada. Meu antigo computador queimou e com ele a maioria das minhas fotos antigas também, por esse motivo todas as fotos aqui são meio recentes (de uns três anos para cá), mas carregadas de significado do mesmo jeito.

Vamos começar? Eu espero que gostem! Mais uma pequena observação: elas não estão em ordem de preferência ou importância, foi tudo bem aleatório mesmo, haha.

QUANDO OUVI MINHAS MÚSICAS FAVORITAS AO VIVO


Essa é provavelmente uma das fotos mais importantes para mim, já que foi a única que consegui tirar no melhor show da minha vida. A essa altura não é novidade para ninguém que Arctic Monkeys é uma das minhas bandas favoritas e ter a oportunidade de chegar tão perto, de ouvir as músicas ao vivo, de conhecer várias pessoas que compartilham do mesmo amor pela banda que eu foi simplesmente surreal. Foi a única foto, porque, depois de passar mais de doze horas na fila do show, eu não tinha mais bateria nenhuma, então tudo o que eu consegui foi essa coisa tremidinha, mas que significa muito para mim.

A IMAGEM QUE EU ABRAÇO SEMPRE QUE SAUDADE BATE


Tenho certeza de que quem já acompanha o blog há algum tempo reconhece essa carinha adorável comigo nas fotos, certo? Para quem não sabe, essa é a Duff, também conhecida como a minha melhor amiga e no final do ano passado eu consegui finalmente atravessar o país para vê-la novamente e tiramos essas fotos em uma cabine de uma festa que fomos. Claramente, a moça que cuidava da cabine nos odiou por entrarmos na fila tantas vezes. Eu nunca fui muito boa nessa coisa de manter amizades a distância, ainda mais quando nós passamos um bom tempo vivendo tão pertinho, mas a gente fez isso funcionar e é uma das melhores coisas na minha vida.

O AMANHECER PÓS UMA NOITE MUITO ALEATÓRIA


Rodando pelas pastas perdidas pelo meu computador, achei essa foto e eu nem sei ao certo o motivo de amá-la tanto. Ela foi tirada depois de uma noite bem divertida e engraçada com uns amigos, nós chegamos em casa o sol estava nascendo, colocamos música boa e deitamos à beira da piscina. Comigo na foto está o Fellipe e a gente provavelmente estava rindo de qualquer coisa idiota enquanto o Jota fotografava.

JULIET, A MINHA VITROLA


Mais uma vez com o Jota e o Fellipe, essa é bem mais recente, foi tirada em fevereiro desse ano quando nós nos reunimos para testar a minha nova câmera, tiramos várias fotos e eu nem sei ao certo quem foi que fotografou essa, mas eu simplesmente a adoro.

ASSISTINDO MINHA IRMÃ REALIZAR UM SONHO 
(E CHORANDO SECRETAMENTE ATRÁS DA CÂMERA)


Essa, assim como as três fotos seguintes, foram tiradas na minha viagem a Orlando em janeiro. Acho que essa imagem tem um valor muito grande por toda a atmosfera envolvendo esse momento. A minha irmã mais nova, assim como muitas crianças, é completamente apaixonada por Frozen e especialmente pela Elsa, então já era de se imaginar que a primeira coisa que fizemos quando chegamos ao Magic Kingdom foi correr para a fila para encontrarmos a Anna e a Elsa. Todos nós sabíamos que ela estava ansiosa, só sabia falar sobre isso, mas ao adentrarmos a sala do trono ela simplesmente congelou um sorriso maravilhado, não conseguia para de olhar para a Elsa e ainda tentou falar em inglês com ela, haha. Quando elas se abraçaram, a Isadora não quis soltá-la e foi uma coisa tão linda. Não preciso nem dizer que ela passou os dias seguintes repetindo o que havia encontrado a Elsa e a Anna, certo? Na verdade, até hoje ela ainda fala sobre isso.

OS SONHOS DE UMA POTTERHEAD


Entrei no Beco Diagonal, Hedwig’s Theme tocava, tinha bastante gente ao meu redor, eu estava maravilhada. Um olho na paisagem, um olho na câmera, tentando capturar cada instante daquela experiência incrível. Da última vez que visitei o Universal Studios, aquela área ainda não havia sido inaugurada, então era tudo novidade para mim... Incluindo o fato de o dragão de Gringontes soltar fogo. Eu tinha visto em alguns lugares, assistido vídeos, mas naquele fatídico momento isso tinha sumido da minha mente até eu apontar a câmera para meu querido amigo dragão e dois segundos depois que eu tirei essa foto ele soltou fogo na minha direção. Tipo, fogo de verdade. Aparentemente, todo mundo ao meu redor já sabia, tanto que a maioria riu do pulo e do gritinho que eu dei quando aconteceu. Bom, eu não consegui tirar foto do fogo, mas essa foto me lembra perfeitamente de um dos maiores sustos que já levei em um lugar dos meus sonhos. Ele soltou fogo da minha cara.


Já do outro lado do parque da Universal, o Island of Adventure, eu pude revisitar a minha casinha, Hogwarts. Da primeira vez eu não tirei muitas fotos – grande erro, eu sei –, mas não deixei passar em branco dessa vez. Tomei cerveja amanteigada no Três Vassouras, perambulei pela Dedos de Mel, tomei um solzinho por Hogsmead, porque fazia frio pra caramba nesse dia, e tirei muitas fotos mesmo, incluindo essa pela qual eu guardo um amor muito grande em particular.


Mesmo parque, dia diferente (sim, nós compramos uma semana inteira na Universal e sem arrependimento nenhum). Alguém já ouviu falar de A Celebration of Harry Potter que rola geralmente no início do ano no parque da Universal? Eu só havia acompanhado pela internet, sentindo aquela invejinha branca de todo mundo que conseguiu estar presente, porém esse ano eu tive a oportunidade incrível de pegar pelo menos o primeiro dia do evento. Foi sensacional, Rupert Grint, Evanna Lynch, Bonnie Wright, Matthew Lewis e Katie Leung bem na minha frente. Eu fiquei sentada algumas horas no gramado, conversei com gente de todo canto do mundo, sério, e com a mão tremendo e várias lágrimas nos olhos consegui tirar algumas fotos, essa sendo a minha favorita. Eles ergueram as varinhas e disseram lumus maxima e logo em seguida as luzes se apagaram e fogos com as cores das casas de Hogwarts começaram a colorir o céu. Um dos momentos mais incríveis e inesquecíveis da minha vida e ano que vem pretendo pegar todos os dias do evento, torçam por mim!

AS FOTOS DE FAMÍLIA MAIS ENGRAÇADAS

Já ouvi meu pai e minha madrasta descreverem a família como “os meus, os seus e os nossos” e agora não encontro melhor jeito de explicar o lado do meu pai da família. Quando ele a conheceu já tinha três filhos (contando comigo, óbvio) e ela, dois. Digamos que algumas pessoas ainda se assustam quando estamos todos os sete juntos (ou nove, se você quiser contar também com a filha canina e a pequena Alice que está a caminho em julho). Bom, eles moram em São Paulo e eu em Rondônia, por isso nos vemos apenas duas vezes por ano mais ou menos, porém quando esses encontros acontecem o resultado fotográfico é sempre hilário:



A primeira foto foi na nossa viagem para Orlando em maio de 2014 e a segunda foi no último natal!

FOTOS QUE EU GOSTARIA QUE FOSSEM MINHAS
(MAS QUE NA VERDADE SÃO DO HARRY BENSON)

Harry Benson é um fotojornalista muito conhecido por estar no lugar certo na hora certa e ter um ótimo olho para um furo. Sério, o cara fotografou os últimos onze presidentes dos Estados Unidos, estava praticamente ao lado de Bobby Kennedy quando este foi assassinado, fotografou a queda do muro de Berlim, além de muitos momentos memoráveis das celebridades. Eu sou fã das fotografias dele muito antes de descobrir que eram dele, então aqui estão os meus dois momentos favoritos nos quais eu realmente gostaria de estar presente:


“Era três da manhã, depois de um show no Olympia em Paris em janeiro de 1964. Eles tinham tanta energia reprimida depois da performance e realmente não podiam sair porque seriam assediados. Então nós estávamos sentados conversando e bebendo. O empresário deles, Brian Epstein, entrou na suíte do Hotel George V para dizer a eles que ‘I Wanna Hold Your Hand’ estava em primeiro lugar no ranking americano, o que significava que eles iriam para a América para aparecerem no ‘The Ed Sullivan Show’… Tinha ouvido os Beatles falarem sobre uma guerra de travesseiro que haviam tido algumas noites antes, então eu sugeri que repetissem. Achei que seria uma ótima foto de celebração. A princípio eles disseram ‘ok’, mas então John disse que não, que isso parecia bobo. Em seguida, John deslizou para trás de Paul e acertou-o na cabeça com um travesseiro, derrubando sua bebida, e aquilo começou a guerra.”


“Dolly Parton faz com que qualquer um se sinta em casa quando te encontra com suas boas-vindas calorosas. Ela estava se arrumando para que eu a fotografasse. Eu fui até lá para perguntá-la quando ela estaria pronta e a vi parada perto de uma janela, dando o toque final a sua maquiagem. Eu disse ‘Dolly, não se mova, só continue fazendo o que está fazendo’ e ela obedeceu. Foi uma foto completamente natural, nenhuma luz montada, e ainda assim foi a minha favorita daquele dia.” 

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Yay! Espero que tenham gostado, todas as fotos aqui significam muito para mim e confesso que se pudesse teria colocado umas 200 fotos, haha! Acho incrível como algumas fotografias têm esse poder de nos passar tantas energias ou sentimentos sem que necessariamente nós tenhamos participado. E para vocês, quais são as fotografias que remetem a coisas boas? Se vocês participam da tag também, não hesitem em mandar o link aí embaixo para eu dar uma olhada!

E falando em fotografia, não esqueçam de me acompanhar nas redes sociais, eu ando meio sumida por aqui, infelizmente, mas ando sempre por lá:

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Até o próximo post, xoxo! 

"Eu Não Preciso de Gênero" por Tyler Ford


Vocês já ouviram falar sobre Tyler Ford? Tyler é agênero, ou seja, não se identifica nem com o gênero feminino ou com o gênero masculino. E aparentemente, não sente a menor necessidade de se identificar com nada, desde que saiba quem verdadeiramente é. Tyler tem 25 anos, canta, escreve e é uma personalidade da mídia que luta há algum tempo pela causa LGBT. É amigx de estrelas como Ariana Grande e Miley Cyrus e participou da segunda temporada do reality show (que eu adorava) The Glee Project. Com discursos de incentivo e auto aceitação, Tyler fez seu caminho pela mídia pregando o amor próprio e a liberdade de ser quem realmente é, ganhou prêmios por suas iniciativas e até criou uma linha de roupas, My Friend Tyler, que trazem as mensagens na qual acredita. 

O motivo pelo qual estou explicando tudo isso? Bom, sigo Tyler há um certo tempo no twitter e conhecia algumas de suas iniciativas, mas só há alguns dias tive o prazer de encontrar o link para um texto belíssimo de sua autoria, "I Do Not Need Gender". Na hora eu decidi que aquelas palavras precisavam ser compartilhadas e até falei no twitter sobre isso, porém, ao procurar a tradução do texto para mandar para uma amiga, descobri que ninguém ainda havia passado para o português. Foi então que tomei esse dever para mim mesma. Tentem ler o texto com a mente aberta e mesmo quem não concorda, tentem tirar uma mensagem positiva disso daqui. Já me desculpo antecipadamente por possíveis erros, tentei ao máximo passar a mensagem exata, gastei algumas boas horas nisso, porém, diferente do inglês, a maioria dos adjetivos da língua portuguesa são diferenciados por gênero. Isso dito, espero que gostem:

"Eu Não Preciso de Gênero" por Tyler Ford 


"Quando criança, existiam duas coisas que eu desejava toda noite antes de dormir: aparelho (eu era estranhamente obcecadx por ortodontia) e genitais diferentes. Eu não tinha muito entendimento sobre gênero, mas eu sabia que a palavra "garota" era tão desconfortável para mim quanto as saias que eu me recusava a usar. Com três anos, eu insistia que meu corpo não era meu e não era o que eu precisava. O que tinha "lá embaixo" parecia errado para mim de maneiras que eu não conseguia explicar, mas eu sabia que existiam pessoas lá fora com genitais diferentes das que eu tinha, e eu pensei que pudesse querer uma dessas. Todos me chamavam de tomboy; eu deixava só porque "boy" fazia parte de metade da palavra.

Ainda assim, enquanto eu crescia desejava experienciar a mocidade. Eu queria me encaixar, eu queria ter uma vida adolescente normal como via nos filmes, e eu queria ser vistx e validadx pelos meus iguais. Mais do que tudo, eu queria crescer e virar uma mulher, porque eu amava as mulheres na minha vida e queria me identificar com elas. Meu desejo de existir como um garoto e minha inabilidade de me sentir como uma garota me puxavam em uma direção, e o meu desejo de me submeter ao que os outros chamavam de "realidade" – aparentemente o único caminho para a normalidade – me puxou na direção oposta. Às vezes eu me sentia um chiclete – de um sabor realmente horrível – sendo esticadx até que eu não conseguisse mais me reconhecer. 

A maior parte da minha vida eu passei indo para lá e para cá como um pêndulo, tentando descobrir em qual lado – garoto ou garota – eu inevitavelmente pararia. Passei anos desesperadx por sentir qualquer senso de estabilidade, por sentir qualquer tipo de ligação forte com um desses dois gêneros, por sentir que eu pertencia a algum lugar. Eu passei um ano usando sutiãs e minissaias e o ano seguinte me injetando com 200mg de testosterona por semana. Eu poderia alterar o meu corpo, usar roupas diferentes, mudar meus maneirismos e meu discurso, e nada disso teria mudado o meu coração confuso, que vibrava fora de controle toda vez que eu tentava me prender a algum gênero e tentava me comportar como tal. Ao longo da minha vida (e constantemente agora), as pessoas tem me lido entre masculino e feminino. Eu não estou entre nada além dos confins do gênero binário Ocidental. 

Na maior parte do tempo, eu gosto de ignorar completamente que meu corpo existe de fato. Eu sou um cérebro ambulante; eu sou uma galáxia de estrelas; eu sou incapaz de ser contido ou definido por algo tão limitado. Meus pronomes (ele/eles) são um grito de guerra contra ser rotulado sem meu consentimento, e um maneira pela qual eu abraço o que eu sou e o que eu não sou também. Eu não preciso me encaixar ou pertencer a uma identidade para existir, para sobreviver, para fazer outras pessoas se sentirem confortáveis. Eu preciso de espaço e eu preciso de liberdade; eu preciso de compaixão e preciso de gentileza; eu preciso de abertura e eu preciso de compreensão; eu preciso de amor próprio. Eu não preciso de gênero."


Todos os créditos desse texto vão para Tyler Ford e vocês podem encontrá-lx em suas redes sociais: site oficial, twitter, instagram, youtube. E, para quem quiser e manjar do inglês e quiser conferir, aqui está o texto na íntegra. Espero que tenham gostado, qualquer sugestão, correção ou até pontos para discussão (civilizada) podem ser deixados aqui em baixo.

Até o próximo post, meus caros obstreladores, xoxo.

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