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Retrospectiva 2016 (atrasada): Os posts mais vistos

Olá, olá, meus caros obstreladores, como vão vocês nesse pacato fim de janeiro? Muitas pessoas cobraram e eu estou de volta a esse blog lindo e estrelado - e com muitas pessoas eu digo minha mãe, minha melhor amiga e uma pessoa anônima no CuriousCat que eu espero não ser nenhuma das citadas anteriormente. Então.. Será que já é muito tarde para fazer uma retrospectiva de 2016? 

2016 foi um ano complicado, apesar do meu desaparecimento por aqui na segunda metade do ano, fiz muitas coisas, conheci muita gente nova, passei por várias mudanças e, mesmo com várias pancadas que a vida me deu, eu aprendi demais. 2016 foi um ano de aprendizado. Então, nada mais justo para dar início a esse novo ano no blog do que uma pequena retrospectiva dos posts que vocês mais gostaram em 2016. Tomei como base o número visualizações e selecionei as cinco postagens mais visualizadas do ano!



Aqui eu fiz uma resenha sobre Stranger Things e ela está bem empolgada, já que eu tinha acabado de assistir e não sabia como conter a euforia (sigo sem saber). O post é do dia 24 de julho, seis meses se passaram e ainda continuo achando a série maravilhosa, já reassisti várias vezes e provavelmente assistirei mais até o lançamento da segunda temporada. Para adiantar: o erro mencionado no título foi meu, por ter acidentalmente clicado para assistir a série no banner da Netflix. 



Essa é outra resenha, dessa vez do livro da Kiera Cass, The Siren (ou, A Sereia, em português). Apesar de não ser o melhor livro que já li e ter algumas coisas que não me agradaram muito, como vão ver na resenha, foi uma das leituras mais prazerosas do ano e uma das poucas, infelizmente. E, particularmente, eu sou muito orgulhosa das fotografias desse post! O post é do dia 23 de março e lembro de quase não ter postado por problemas técnicos, que bom que deu certo! 



Um dos meus posts favoritos, fiquei muito feliz de ter tido um feedback tão positivo em relação a ele! Fiz uma pequena compilação dos filmes que me fazem pensar sobre o valor da família, a maioria deles são comédias dramáticas e uma ótima opção para aproveitar esse final de janeiro junto com quem se ama. A lista foi postada no dia 21 de março, mas ainda sigo chorando sobre os mesmos filmes. 



Confesso que a repercussão desse post me surpreendeu um pouco, os posts sobre decoração nunca foram muito populares por aqui, mas fiquei feliz por tanta gente ter dado uma olhada nas ideias que eu apresentei! Eu acabei nem usando as inspirações, mas recebi no Twitter fotos de leitores que fizeram e foi uma das melhores coisas! Se você não viu, corre lá e se encha de ideias do que fazer com um simples caixote de feira.



Em primeiríssimo lugar temos o meu desabafo acerca da cultura do estupro. No dia em que escrevi isso havia feito várias pesquisas e estava bem chateada, não vou mentir, a indignação continua. Porém, não esperava que essa fosse ser a postagem com mais visualizações no ano! Aparentemente várias pessoas concordaram e se identificaram com as minhas palavras, ao que eu agradeço imensamente, não só pelas visualizações, mas pelos compartilhamentos por aí. 

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Yay! Por hoje é só, esse foi só um início do que 2017 guarda para nós por aqui, se eu fosse vocês ficaria de olho! E por aí, qual é a postagem do Obstrelando que vocês mais gostaram? E até mesmo qual é a postagem do blog de vocês em 2016 que vocês mais gostaram?

Espero que tenham gostado do post e mandem ideias do que vocês querem ver por aqui esse ano, a participação de vocês é sempre fundamental! 

Até o próximo post, xoxo!




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CULTURA DO ESTUPRO NÃO É "MIMIMI"


Você já ouviu falar na cultura da estupro? Ou melhor, você sabe o que significa o termo? Surpreendentemente, para mim, descobri recentemente que, mesmo com o atual cenário na mídia em que estupros coletivos e abusos contra a mulher vêm vindo bastante à tona ultimamente (inclusive partindo de celebridades), as pessoas ainda não parecem ter entendido muito bem o significado. Ou pior, algumas entenderam tudo errado mesmo. Frases como “claro que ninguém está de acordo com o estupro” ou “ninguém cultua e aplaude estuprador” são os exemplos claros de que a informação ainda não chegou para todo mundo.

Em um resumo: a cultura do estupro não é o ato de concordar com um estupro em si, mas banalizá-lo. Coisas como investigar o passado da vítima (como se ela fosse culpada de qualquer coisa) e tentar passar panos quentes na situação do próprio estuprador. Ensinar garotas a se protegerem para não serem estupradas, em vez de ensinar os garotos a não estuprarem. Essas são apenas algumas das coisas que caracterizam a cultura do estupro. Não, ninguém está aplaudindo estupradores, até porque, o que está acontecendo é exatamente e dificuldade em reconhecê-los.

E a cultura do estupro não diz respeito apenas ao ato do sexo não consentido, ela engloba todos os outros tipos de abuso também. Abuso é abuso, no momento em que uma mulher é agredida e desrespeitada, é abuso. Não existem meias-palavras, não existe “era só brincadeira”, “ele não sabia o que estava fazendo”, ou até mesmo “ah, mas ela estava pedindo, olha o tamanho dessa saia”. Existe abuso. Abuso, seja ele físico ou verbal, caracteriza violência e devemos começar a tratá-lo dessa forma.

O abusador pode ser qualquer um, desde o desconhecido que vai te abordar na rua, até as pessoas dentro da sua própria casa. Quantos “homens de bem” ainda insistem em justificar abuso como “instinto masculino” ou “brincadeira de moleque”? Homens honestos, sem ficha criminal e sem qualquer rastro de psicopatologia, apenas princípios distorcidos e retrógrados. Você não precisa ser um psicopata, um bandido ou um marginal para ser um abusador. Até mesmo o ato de disseminar fotos ou vídeos íntimos ou assistir um abuso calado já gera uma responsabilidade imensa. E é importantíssimo não ignorar que homens também podem ser vítimas de abuso, embora o número de casos com mulheres seja maioria esmagadora.

Infelizmente, nós ainda vivemos em uma sociedade machista e a luta não vai acabar tão cedo, mas ela está acontecendo e progredindo em seu próprio ritmo. Isso tudo pode parecer óbvio para muita gente, mas percebi que existe um número incrível de pessoas que não faz a menor ideia do que está acontecendo. Então, antes de virar o mais novo colunista de ódio no Facebook ou sair fazendo comentários desrespeitosos por aí, busque por informação, busque entender e, se você não concordar, então critique racional e respeitosamente. Afinal de contas, embora muitos ainda achem que essa é apenas uma causa feminista, o respeito ainda é universal.

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Tentei ser o mais sucinta e objetiva possível, sem muitos floreios para não perder o foco. Mas, para quem quiser enriquecer mais o conhecimento, aqui estão alguns links dos meus artigos favoritos a respeito:




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