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Retrospectiva 2016 (atrasada): Os posts mais vistos

Olá, olá, meus caros obstreladores, como vão vocês nesse pacato fim de janeiro? Muitas pessoas cobraram e eu estou de volta a esse blog lindo e estrelado - e com muitas pessoas eu digo minha mãe, minha melhor amiga e uma pessoa anônima no CuriousCat que eu espero não ser nenhuma das citadas anteriormente. Então.. Será que já é muito tarde para fazer uma retrospectiva de 2016? 

2016 foi um ano complicado, apesar do meu desaparecimento por aqui na segunda metade do ano, fiz muitas coisas, conheci muita gente nova, passei por várias mudanças e, mesmo com várias pancadas que a vida me deu, eu aprendi demais. 2016 foi um ano de aprendizado. Então, nada mais justo para dar início a esse novo ano no blog do que uma pequena retrospectiva dos posts que vocês mais gostaram em 2016. Tomei como base o número visualizações e selecionei as cinco postagens mais visualizadas do ano!



Aqui eu fiz uma resenha sobre Stranger Things e ela está bem empolgada, já que eu tinha acabado de assistir e não sabia como conter a euforia (sigo sem saber). O post é do dia 24 de julho, seis meses se passaram e ainda continuo achando a série maravilhosa, já reassisti várias vezes e provavelmente assistirei mais até o lançamento da segunda temporada. Para adiantar: o erro mencionado no título foi meu, por ter acidentalmente clicado para assistir a série no banner da Netflix. 



Essa é outra resenha, dessa vez do livro da Kiera Cass, The Siren (ou, A Sereia, em português). Apesar de não ser o melhor livro que já li e ter algumas coisas que não me agradaram muito, como vão ver na resenha, foi uma das leituras mais prazerosas do ano e uma das poucas, infelizmente. E, particularmente, eu sou muito orgulhosa das fotografias desse post! O post é do dia 23 de março e lembro de quase não ter postado por problemas técnicos, que bom que deu certo! 



Um dos meus posts favoritos, fiquei muito feliz de ter tido um feedback tão positivo em relação a ele! Fiz uma pequena compilação dos filmes que me fazem pensar sobre o valor da família, a maioria deles são comédias dramáticas e uma ótima opção para aproveitar esse final de janeiro junto com quem se ama. A lista foi postada no dia 21 de março, mas ainda sigo chorando sobre os mesmos filmes. 



Confesso que a repercussão desse post me surpreendeu um pouco, os posts sobre decoração nunca foram muito populares por aqui, mas fiquei feliz por tanta gente ter dado uma olhada nas ideias que eu apresentei! Eu acabei nem usando as inspirações, mas recebi no Twitter fotos de leitores que fizeram e foi uma das melhores coisas! Se você não viu, corre lá e se encha de ideias do que fazer com um simples caixote de feira.



Em primeiríssimo lugar temos o meu desabafo acerca da cultura do estupro. No dia em que escrevi isso havia feito várias pesquisas e estava bem chateada, não vou mentir, a indignação continua. Porém, não esperava que essa fosse ser a postagem com mais visualizações no ano! Aparentemente várias pessoas concordaram e se identificaram com as minhas palavras, ao que eu agradeço imensamente, não só pelas visualizações, mas pelos compartilhamentos por aí. 

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Yay! Por hoje é só, esse foi só um início do que 2017 guarda para nós por aqui, se eu fosse vocês ficaria de olho! E por aí, qual é a postagem do Obstrelando que vocês mais gostaram? E até mesmo qual é a postagem do blog de vocês em 2016 que vocês mais gostaram?

Espero que tenham gostado do post e mandem ideias do que vocês querem ver por aqui esse ano, a participação de vocês é sempre fundamental! 

Até o próximo post, xoxo!




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As últimas coisas

Olá, olá! Primeiramente: vocês notaram no novo layout? Eu estou completamente apaixonada por ele! Adivinhem quem tem internet em casa novamente? Isso mesmo, euzinha. Depois de alguns meses lutando com a NET pra conseguir um ponto instalado lá em casa, finalmente todas as preces foram atendidas e agora temos a tão querida internet em nossa residência. O bom também é que estou de férias e podendo colocar em prática grande parte das minhas organizações e planos, um deles é retomar o movimento aqui no blog que andou meio abandonadinho nos últimos tempos! 

Decidi fazer esse post para dar aquela atualizada sobre as coisas que estão rolando na minha vida, vai ser mais ou menos como o taking stock, só que um tanto mais completo. Pretendo fazer ele de vez em quando para dar um update e indicar umas coisinhas aleatórias aqui para vocês, haha. Então, sem mais delongas...

LENDO

Confesso que não tive muito tempo para ler entre o fim do semestre e minha viagem, finalmente, depois de tanta enrolação, terminei Os 13 Porquês e é provável que eu resenhe aqui para o blog logo menos. Porém, as minhas verdadeiras aquisições no quesito livro foram dois livros que não são exatamente leitura... Pois é, comprei o livro de pintar O Feitiço do Tempo da Daria Song e um de anotações da mesma criadora do Destrua Este Diário. 


Bom, eu tinha um pequeno preconceito com livros de pintar, não sei exatamente o motivo, mas tinha. Porém, todo e qualquer preconceito que eu pudesse ter foi embora quando comecei a pintar. Sério, pensei que não ia ter paciência pra fazer metade, mas é tão relaxante, tão tranquilizante, de verdade. Além das ilustrações serem belíssimas e trazerem uma mensagem bem bonita e nostálgica sobre a infância. O segundo eu comprei para ver se me inspirava, o que é mesmo o objetivo dos livros de Keri Smith, e não foi diferente. Até agora estou usando o caderninho para absolutamente tudo, escrever coisas aleatórias sobre o meu dia, fazer listas (o que eu sou meio viciada em fazer), anotar qualquer coisa e está me rendendo um bom espaço criativo.


OUVINDO

Com o acesso limitado a internet eu quase não conseguia me atualizar dos lançamentos musicais. Recentemente também tive que migrar da Apple Music, que amava, para o Spotify por motivos de ser mais acessível financeiramente mesmo e ainda estou tentando me adaptar. Mas pelo menos eu FINALMENTE consegui ouvir o novo álbum dos Drowners que saiu em junho, só tinha ouvido duas músicas e estava louca para conseguir ouvir tudo. E, nossa, não podia ter feito melhor. A banda conseguiu manter o estilo meio rock de garagem e ao mesmo tempo evoluir bastante, eu achei sensacional e ainda não consegui parar de ouvir.



ASSISTINDO

Eu tive certeza absoluta de que quando eu finalmente tivesse internet colocaria as minhas séries em dia. Eu fiz isso? Claro que não, na verdade, comecei algumas novas e reassisti outras! Para não dizer que sou totalmente negligente com as minhas séries, assisti mega rápido a quarta temporada de Orange Is The New Black  (muito sofrimento envolvido, inclusive) e estou atualizadíssima em Scream. De resto, bom... Eu preciso dar um jeitinho antes das férias acabarem. Então, vou indicar aqui uma série que comecei na Netflix recentemente depois de muitos amigos me indicarem: Master of None. É exatamente o estilo de humor que eu adoro, cheio de referências e sacadas boas.


A série acompanha a vida, nos âmbitos pessoal e profissional, de Dev (Aziz Ansari), um ator de 30 anos de Nova York que tem problemas para decidir o que quer comer, mas não para decidir qual caminho quer seguir para o resto de sua vida. Ambiciosa, divertida, cinematográfica e intensamente pessoal, a história de Dev o leva a mergulhar em diversos temas, desde direito dos idosos à rotina dos imigrantes em um país estrangeiro.

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Yay! Deixem aí nos comentários o que vocês vem assistindo, lendo e ouvindo por aí! E o que acharam do novo layout? 


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The Siren (Kiera Cass)


Olá, olá! Como vão as coisas do lado daí? Aqui está tudo ótimo, só os trabalhos da faculdade me enlouquecendo um pouquinho, haha. Bom, hoje é dia de resenha e eu trouxe mais um dos livros que comprei na minha passada pelos states: The Siren. Encontrei em uma promoçãozinha linda lá na Walmart perto do meu hotel e, como já estava louca para lê-lo, acabei comprando junto com To All The Boys I've Loved Before, que já foi resenhado aqui. 

O livro é escrito por Kiera Cass, a escritora da série A Seleção e seus contos e spin-offs. Na verdade, apesar de ter sido lançado depois dos outros, esse foi o primeiro livro já escrito pela autora, um dos motivos pelos quais eu queria tanto conferi-lo.


"Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonou. Apesar de não poderem conversar - pois a voz da sereia é fatal -, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração."


Para começar, confesso que levei a tradução do título em português (A Sereia) super a sério e acabei quebrando um pouco a cara quando fui ler o livro. Sirens não são sereias, inclusive isso é explicado rapidamente durante o livro, ou seja, não espere caldas coloridas, seres super aquáticos e tudo o mais, o que temos aqui são criaturas que servem a Água (que na versão em inglês é chamada de Oceano e faz mais sentido). Li críticas muito duras em cima da Kiera dizendo que ela simplesmente mudou a mitologia e tirou as caldas das serias, quando na verdade acho que foi mais um erro de tradução mesmo. 

Enfim, seguindo. Vocês vão dizer que eu tenho problemas com protagonistas e eu tenho mesmo, mas eu não odiei a Kahlen totalmente. Quer dizer, as sirens servem à Água por 100 anos e durante esse tempo elas não envelhecem, tem uma uma beleza estonteante e tudo o mais, porém além de não poderem falar com os humanos, já que suas vozes são mortais - ou seja, só podem interagir entre si -, também tem um dever cretino, que é "alimentar" a Água. Como? Afundando navio e causando esses esporádicos "acidentes", que para elas são um assassinato em massa. Não é explicado muito bem, mas aparentemente a Água, para permanecer viva e manter todos os seres humanos vivos também, precisa se alimentar de algumas dezenas de vez em quando. Não faz muito sentido agora, mas no contexto da história é até plausível. 

O ponto é que a Kahlen, mesmo depois de 80 anos e diferente das outras sirens, suas irmãs, ainda não aprendeu a lidar com as mortes que causa e se responsabiliza por elas, tanto que tem um scrapbook meio creepy onde ela coleta informações dos ocupantes do navios naufragados por elas. Me irrita muito o fato de ela remoer isso e ser uma sofredora de carteirinha, mas se você for parar para pensar... Faz sentido. O pior é que, ironicamente, Kahlen é a siren mais dedicada e disciplinada que a Água já teve, tendo até uma relação quase maternal com a divindade, não porque ela tinha jeito para a coisa, mas porque era uma cumpridora de regras nata e sabia que fazendo tudo certinho iria cumprir seu tempo sem grandes problemas. Bom, isso até conhecer Akinli e é aí que a história toda começa. A conexão entre os dois é instantânea e, mesmo que ela não possa falar, eles encontram um jeito de se comunicar. A sintonia é tão forte que chegou a um ponto em que ele só precisava olhar para ela para saber o que ela queria dizer. E eu achei isso lindo, além de ter ficado completamente apaixonada pelo Akinli, que é um rapaz divertido e tão gentil. Só que, se apaixonando por ele, Kahlen quebra uma das regras mais importante das sirens. 

Junto a ela, temos também as brilhantes Elizabeth e Miaka, que tiveram meu amor imediatamente. Não sei o porquê, mas personagens secundários sempre ganham meu coração e não foi diferente com essas duas. Agitadas e festeiras, claro que também carregam consigo o fardo das mortes que causaram, mas simplesmente não ficam sofrendo o tempo inteiro, ao invés disso decidiram fazer o máximo dos seus 100 anos. Algumas coisas incríveis foram citadas, inclusive elas mencionam ter ido a um show dos Beatles, o quão incrível é isso? E, tudo bem, talvez elas só tenham se mantido seguras por causa de todo o cuidado e responsabilidade de Kahlen, mas ainda são as melhores personagens. 

O livro traz um cenário estonteante, uma descrição tão belamente trágica e história adjacentes igualmente boas, a escrita da Kiera é impecável. A única coisa que deixa a desejar, na minha opinião, é algo que já vem me incomodando desde A Seleção: o fato de ela focar demais no romance e esquecer dos outros personagens ou de todo o universo da história. Por exemplo, queria muito saber mais sobre a mitologia das sirens ou sobre a própria Água. Vi pessoas também comparando o romance com uma coisa meio crepusculesca, mas confesso que fui arrebatada por ele e entendi o que ela quis passar com o amor incondicional dos dois.


No mais, só gostaria muito de vários spin-offs sobre a vida das outras personagens ou até dando uma explicação mais extensa sobre as sirens e a Água. E isso não é muito difícil de acontecer, já que a Kiera mostrou adorar um bom spin-off com os livros extras de A Seleção. A esperança é a última que morre, né? Ah, e eu preciso comentar, como de costume, achei a capa incrível e gostei particularmente das fotos dessa resenha, foi uma ótima oportunidade pra ir atrás da minha coleção de conchas de quando era criança. A luz na tarde em que fotografei também ajudou e editei muito pouco quase nada essas fotos.

Como comentei no início, o meu exemplar é em inglês, mas o livro é distribuído aqui no Brasil pela Editora Seguinte, que também é a responsável pela distribuição dos outros livros da Kiera. 

Nota: 





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A Rainha Vermelha (Victoria Aveyard)

Olá, olá! Como vão vocês? A quem perguntou sobre a prova de ontem: era anatomia e eu estou até confiante, fiquei mega nervosa por ser a primeira prova, mas acho que deu tudo certo, vamos esperar o resultado e obrigada por se preocuparem, vocês são maravilhosos! 

Então, como prometido e como a recepção foi ótima, decidi que vou trazer mais resenhas literárias aqui para o blog e acabei descobrindo que talvez eu sirva mesmo para resenhar livros, haha. O livro que trouxe para vocês hoje é A Rainha Vermelha da Victoria Aveyard, que enrolei tanto, mas finalmente li e terminei no final de semana. Espero que gostem!


"O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração."


Mare Barrow é uma exímia ladra, nascida e criada na pobreza do vilarejo vermelho de Palafitas, vivendo sempre a sombra da irmã mais nova. Ajuda e a família de todas as maneiras que pode -- mesmo que eles não apreciem tanto quanto ela gostaria -- e espera firmemente pelo dia em que será irremediavelmente convocada para a guerra. Mas, uma série de eventos leva Mare à situação mais inimaginável: ela é prometida ao príncipe e obrigada a fingir ser uma prateada para seu próprio bem e para o bem de sua família e todos aqueles que ama. 

Não vou mentir, o início foi difícil, simplesmente não consegui me conectar com a protagonista, que continuava a me frustrar a cada ato. Porém, por algum motivo, continuei a leitura em uma certa agonia, esperando pelo momento em que A Rainha Vermelha me arrebataria e esse momento chegou bem próximo da metade do livro. Fiquei fascinada pelo sistema político, onde, diferente de tantas histórias, os mutantes (de sangue prateado) comandam o mundo e não precisam se esconder dele, escravizam os meros mortais (de sangue vermelho) e criam uma era onde a riqueza e a miséria coexistem com uma segregação cruel e escancarada. 

Em uma mistura de diversas sagas famosas diferentes, a autora conseguiu criar uma história nova e um tanto quanto original. Sua escrita às vezes se torna meio corrida e fez com que eu me perdesse entre certos acontecimentos, mas relevei esses breves momentos por estar ocupada demais maravilhada com a maneira com as descrições dos ambientes pelos quais Mare passa e suas sensações, de uma forma que é possível sentir-se ali na pele da protagonista, vivenciando tudo aquilo junto a ela. 

"O mundo é prateado, mas também cinza. Não existem o preto e o branco."

Durante boa parte do livro se tem aquela sensação de já ter visto tudo aquilo antes, uma distopia, um triângulo amoroso, um governo opressor, uma revolução... Mas, esperando tanto o clichê, acabei sendo pega de surpresa. Mare mostra ter uma força muito maior do que se espera e passar por obstáculos e situações que não só dão um aperto no peito, mas fazem com que torçamos por ela, mesmo que ela claramente esteja errada em algumas resoluções. E no fim, acabei me afeiçoando à garota que tanto me irritou, apesar de ter tido uma queda pelo "vilão" da história. 

Com últimos capítulos de tirar (muito) o fôlego e uma reviravolta, A Rainha Vermelha termina com aquele gostinho de quero mais. Sem contar que em muitas cenas marcantes tive aquele desejo de "isso precisa virar um filme!" que não consegui controlar. 

Além de um livro de contos chamado Coroa Cruel, o livro teve sua continuação publicada no Brasil no mês passado, Espada de Vidro já está disponível nas livrarias (e assim que eu tiver dinheiro disponível na carteiro, quero comprá-lo, haha). Todos os livros foram publicados pela Editora Seguinte. 

Nota: 














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Para todos os garotos que já amei (Jenny Han)


Olá, olá! Como vão vocês? Hoje preparei algo um tanto diferente para o blog: uma resenha literária. Sou uma devoradora de livros, estou sempre com um na bolsa e um na cabeceira, mas tenho uma dificuldade muito grande para resenhá-los, por isso nunca fiz isso por aqui. Bom, até hoje. 

Já que andei mega travada nas resenhas de filmes, decidi arriscar o lado literário da coisa e resenhar o último livro que li e me empolguei: "Para todos os garotos que já amei" (ou "To all the boys I've loved before"), da Jenny Han.


"Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou - cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar."



"Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam."

A princípio a Lara Jean me irritou, me irritou a um ponto em que eu considerei desistir da leitura de vez. E, nossa, como estou grata por não ter desistido! O livro tem aquela carinha de romance adolescente completamente previsível, mais do mesmo, mas não caia nessa besteira, "Para todos os garotos que já amei" vai além. Sendo narrada pela protagonista, a história nos apresenta personagens carregados de muita personalidade, com muitos defeitos, bem construídos e completamente apaixonantes. Nos lembra que acima de "mocinhos" e "vilões", todos somos pessoas, cometemos erros e temos motivos para sermos o que somos. Se está a procura de galãs e personagens perfeitos, esse é o livro errado. 

Ao contrário do que a sinopse nos faz pensar, o livro não gira em torno das cartas enviadas por acaso, sendo estas apenas o gancho inicial para uma série de eventos bem mais importantes. É interessante acompanhar o momento de adaptação da protagonista com a nova vida sem a irmã mais velha -- que foi estudar na Escócia --, tendo que assumir o controle das tarefas da casa e tomar conta do pai e da irmã mais nova, Kitty, que protagoniza muitas das passagens mais engraçadas do livro e é a minha personagem favorita! Também adorei as diversas referências não só à cultura pop, mas também à cultura coreana, de onde Lara descende. 

Com autenticidade, a história de Lara Jean é contornada por confusões, problemas amorosos, namoros de mentirinha, amizades conturbadas e muitos altos e baixos, assim como a adolescência tem que ser. Confesso que senti falta de ler algo que se passasse no colegial, passei um bom tempo afastada desse tipo de leitura e quando peguei o ritmo da trama criada por Jenny Han, não consegui mais parar de ler. Embora tenha me identificado muito mais com Margot e Peter, foi impossível não me sentir no lugar de Lara Jean em algumas situações complicadas ou sentir uma identificação imediata com alguns de seus devaneios sobre o mundo ao seu redor.


"Para todos os garotos que já amei" foi um dos primeiros livros que li esse ano e, até então, o meu favorito. Jenny tem uma escrita fluida e envolvente. Como vocês podem ter notado, o meu exemplar é em inglês, mas a Editora Intrínseca é a responsável pela distribuição do livro aqui no Brasil. O segundo livro, P.S.: Ainda amo você, já está a venda e eu estou louca para conseguir logo o meu! Outra coisa muito legal é que no site do livro é possível baixar alguns papéis de carta lindinhos para você, que assim como eu, gosta de mandar cartas.

Nota:

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Wishlist: Os 6 livros que estou desejando desesperadamente

Eu sou uma fanática por leitura, devoradora de livros, livrarias para mim são a mistura mais esquisita de alegria e desespero. Alegria porque, nossa, muitos livros ao meu alcance. Desespero porque não posso levar tudo. Porém, de uns meses para cá eu tive pouquíssimo tempo para ler e, quando tinha, eu acabava pegando qualquer livro que já li da estante e relia só para passar o tempo. Faz tanto tempo que não passo horas em uma livraria ou até mesmo navegando por vários sites, garimpando o melhor preço de livro. Apesar de estar completamente desatualizada dos lançamentos e de grande parte do mundo literário, acabei anotando alguns títulos no bloco de notas do meu celular, alguns que meus amigos não paravam de dizer que eu precisava ler e outros que acabei topando por aí e me interessei.

Decidi fazer esse post antes de fazer qualquer pesquisa, então depois que eu me atualizar nos meus blogs literários, sem dúvida essa lista vai quadruplicar. Mas aqui estão os livrinhos que estou desejando no momento:


Eu Vejo Kate de Claudia Lemes



A HISTÓRIA RECOMEÇA
Há um ano, Blessfield, uma pacata cidade do interior da Flórida, enterrou 12 mulheres vítimas do violento e cruel serial killer Nathan Bardel. Ele foi julgado, condenado e morto. Mas antes que as feridas da cidade pudessem cicatrizar, um novo assassino em série surgiu. Mais violento. Mais cruel. Usando o mesmo método que seu antecessor. E ele tem uma obsessão: ela.
ALVO NA MIRA
Kate é uma escritora imersa na produção da biografia do assassino em série Nathan Bardel. Enquanto ela mergulha de cabeça na sombria vida do serial killer, ele próprio passa a acompanhá-la vivenciando as experiências conturbadas de sua biógrafa. À medida que se aprofunda nos mistérios de Bardel, Kate desperta outro assassino. Ela não sabe, mas sua vida corre perigo. 
SERIAL KILLER X SERIAL KILLER
Desde que Kate decidiu escrever a história de sua vida e de seus assassinatos, Nathan Bardel percebeu que mesmo depois de morto, poderia acompanhá-la. Ele vê Kate. Ele lê Kate. Ele a decifra enquanto ela o investiga. Quando Nathan descobre que um novo assassino está imitando seu método e assassinatos, fica furioso. Aquilo tudo lhe pertencia, foi sua criança e ninguém estava a altura de copiá-lo. Agora ele tem uma nova meta: encontrar o imitador. 
CAÇADOR DE MONSTROS
Um agente especial do FBI que tem a capacidade de observar a cena de um crime e definir o perfil do criminoso, Ryan é um dos melhores profilers do país. Mas toda sua experiência será colocada à prova na busca pelo serial killer que não deixa pistas. Expert em Bardel, e envolvido com Kate, o detetive com um passado sombrio se vê mais uma vez numa investigação que pode terminar de forma trágica.


Jogador N°1 e Armada de Ernest Cline



Um mundo em jogo, a busca pelo grande prêmio. Você está preparado, Jogador número 1? O ano é 2044 e a Terra não é mais a mesma. Fome, guerras e desemprego empurraram a humanidade para um estado de apatia nunca antes visto. Wade Watts é mais um dos que escapa da desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao OASIS – uma utopia virtual global que permite aos usuários ser o que quiserem; um lugar onde se pode viver e se apaixonar em qualquer um dos mundos inspirados nos filmes, videogames e cultura pop dos anos 1980. Mas a possibilidade de existir em outra realidade não é o único atrativo do OASIS; o falecido James Halliday, bilionário e criador do jogo, escondeu em algum lugar desse imenso playground uma série de easter-eggs que premiará com sua enorme fortuna – e poder – aquele que conseguir desvendá-los. E Wade acabou de encontrar o primeiro deles.



Zack sempre sonhou com um realidade parecida com o universo dos livros e filmes de ficção científica. Por que nunca acontecia algo fantástico que pudesse trazer um pouco de aventura à sua vidinha mais ou menos? Então, de repente, ele vê uma nave espacial. E, mais estranho ainda, ela é idêntica à do seu videogame preferido. Agora, suas habilidades ao joystick serão fundamentais para salvar a Terra da destruição!




Os dois foram indicação de um amigo que, quando começou a ler, ficou viciado e não parava de falar sobre. Ele leu primeiro Jogador N°1 e então comprou Armada, que o deixou ainda mais surtado. De tanto comentar sobre o enredo e recomendar várias vezes para o nosso grupo de amigos, eu acabei ficando super interessada. Nós temos um gosto parecido para livros e, pelo que eu vi, tenho certeza de que não vou me arrepender em comprar.



Trono de Vidro de Sarah J. Maas



Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.

Mais um caso de indicação de amigos. A Bia (também conhecida como Duff por aqui) leu no ano passado e desde então vive dizendo para eu ler também. Por ter dado prioridade para outras leituras, acabei não lendo na época e esqueci de ir atrás. Recentemente uma amiga leu e pediu para eu avaliar uma resenha que ela escreveu sobre o livro. De repente minha vontade de lê-lo triplicou. Com certeza vou aproveitá-lo nessas férias.



A Rainha Vermelha de Victoria Aveyard



O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.


No meio do ano, quando estive em São Paulo, vi esse livro em todas as livrarias que visitei, me interessei por ele logo pela capa, depois que li a sinopse só quis ainda mais. Bom, ganhei ele de uma amiga que já havia lido e o pobrezinho ficou na minha estante todo esse tempo, intocado, até mesmo esqueci que o tinha. Há um pouco mais de um mês, uma outra amiga começou a ler e me mandava feedback de meia em meia hora, o que me deixou extremamente ansiosa por lê-lo, mas bateu com as vésperas do ENEM e nas semanas seguintes tive vestibulares e nada feito. Agora que estou livre, vai ser o primeiro livro da lista a ser lido, vai ter presença garantida na mochila da minha viagem de semana que vem.



Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A Espada do Verão de Rick Riordan



Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida… 
A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph – um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico. 
As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica.

Vou ser sincera, depois de A Casa de Hades, da série Os Heróis do Olimpo, eu comecei a desacreditar um pouco do Rick Riordan. O livro me pareceu meio "escrito nas coxas" e o enredo super previsível, isso me desmotivou tanto que até desisti de terminar a série, que já não era a minha favorita dele. Acabei ficando bem alheia aos novos lançamentos dele, mas com toda a movimentação no twitter foi impossível não saber que a série sobre deuses nórdicos, de que tanto falavam sobre a possibilidade há uns três anos, havia finalmente saído. Por curiosidade decidi ler o sneak peek e fiquei caída de amores pela escrita do tio Rick novamente. Percebi que sentia falta de ler algo nesse estilo, por isso planejo também adquirir essa belezinha e ver se consigo ter a mesma sensação gostosa que tive ao ler As Crônicas dos Kane e Percy Jackson e os Olimpianos.

***

Yay! Espero que tenham gostado da listinha. E vocês já leram alguns desses livros? Tem outras dicas para me dar? 
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